27
Mar 08

Como hei-de sorrir á vida,

Se a vida não me sorri a mim?

Como hei-de amar a vida,

Se a vida não me ama a mim?

Como hei-de viver a vida,

Se a vida não me deixa vivê-la?

Como hei-de concretizar os meus sonhos,

Se a vida não me deixa concretizá-los?

O que hei-de dizer quando me perguntarem o que fiz na vida,

Se a vida não me deixa fazer nada?

Diz-me o que faço com a minha vida,

Pois a minha vida és tu!


Ao entardecer os campos enchiam-se de neblina, o Pico ficava baço e monumental nas águas. Dos lados da estrada da Caldeira sentiu-se uma tropelada, depois pó e um cavaleiro no encalço de uma senhora a galope.
- Slowly! Let go him alone…
Os cavalos meteram a trote e puseram-se a par. O de Roberto Clark vinha suado, com um pouco de espuma na barriga e sinal de sangue num ilhal. O de Margarida, enxuto, meteu a passo.
- Ah, não posso mais…

 

 

-Aguenta -pediu Robert – eles não nos podem apanhar.

-Mas o teu cavalo está ferido! - disse a Margarida.

-Não importa. Preferes ser apanhada?

-Claro que não, mas não podemos deixar que ele morra.

-Ele não vai morrer, os cavalos são fortes. Confia em mim.

-Acredita que é muito difícil acreditar em ti. Sabendo que só te queres vingar do Steven.

Steven era o dono dos cavalos, ele tinha uma quinta, onde qualquer pessoa podia fazer equitação. Naquela tarde de Abril, teria organizado uma corrida de cavalos.

Margarida e Robert inscreveram-se, apenas para roubarem dois cavalos, os que Steven mais amava.

Robert era uma pessoa muito possessiva, ninguém podia tocar em nada que ele considerasse de valor para a sua vida. O problema foi que isso aconteceu. Steven e Robert eram os melhores amigos desde pequenos, foram criados juntos, conheciam-se um ao outro melhor do que ninguém. Até ao dia em que Robert arranjou uma namorada e decidiu apresentá-la ao melhor amigo. A ideia correu mal, pois Steven e a namorada do melhor amigo, no dia seguinte, fugiram para Inglaterra, deixando o melhor amigo e namorado, respectivamente, em Portugal.

2 Anos depois, pensando que Robert já se tinha esquecido da traição que lhe fora feita, Steven voltou para Portugal. O que ele não contava era que Robert ainda guardasse ressentimento. Decidiu falar com Robert para esclarecer as coisas, mas este não quis ouvir o que o seu amigo de longa data lhe queria dizer.

Quando Robert soube da corrida, decidiu passar-se por amigo do Steven, para que este o deixasse concorrer.

A conversa continuou:

-Não achas que devias acabar com esse ressentimento? - Perguntou Margarida ao irmão.

Margarida e Robert eram filhos de um homem Inglês e de uma mulher Portuguesa. Ambos sabiam falar as duas línguas.

-Como queres que esqueça? Ele roubou-me a pessoa mais importante da minha vida… – Robert foi interrompido por Margarida.

-Não! - Disse ela, confiante - ele não te roubou a Stephanie, porque a Stephanie não te pertencia, ela não era nenhum objecto e tu não podes tratá-la como se o fosse. E outra coisa. A Stephanie não era a pessoa mais importante da tua vida. Se isso fosse verdade, tu devias aceitar a opção dela. Devias ficar contente por ela estar feliz.

-Feliz??? Com o meu melhor amigo?

-Vês!!! Tu queres é vingar-te dela, não dele. Assumiste que ele era o teu melhor amigo. Isso…-olhou para o cavalo do irmão e…-não pode ser, olha o que fizemos?! Matamos o cavalo.

-Nãaaaaao! Isto não pode ser verdade. Ele só está a descansar.

-Como pode estar a descansar?! Ele já perdeu muito sangue e continua a perder. - Uma lágrima de tristeza escorreu-lhe pela cara. - Temos que o salvar.

-Mas como? O que devemos fazer? Eu não percebo nada de medicina.

-A culpa é tua!!! - Gritou Margarida. - A tua casmurrice matou-o.

-Não tive culpa. A maldita vedação é que o… Aliás ele não morreu, apenas está ferido.

-Já sei!!! Temos que chamar o Steven! De certeza que ele sabe o que devemos fazer numa altura destas. - disse Margarida um pouco mais animada.

-É que nem penses! Está fora de hipótese. - Protestou Robert.

-Porquê? Tens medo de admitir que não percebes nada de cavalos.

-Eu…hum…bom…Eu percebo, só nunca me interessei pela medicina. Como queres que saiba o que fazer?

-Pois eu, sei muito bem o que fazer. Vou telefonar ao Steven. - Disse margarida determinada - e escusas de me tentar convencer do contrário. Temos que assumir o nosso erro. Não podemos deixar que um cavalo morra por causa de uma briga parva.

-Tu é que sabes. Mas vais arrepender-te.

-Olha…está a chamar…só espero que ele atenda.

-Claro que não vai atender, ele deve andar muito ocupado a roubar namoradas dos amigos.

-Cala-te!

-Então Steven! Tudo bem? - perguntou Margarida, depois de Steven atender.

-Nem por isso dois dos meus cavalos desapareceram. Desculpa, mas tens que ser muito rápida.

-Pois… é mesmo sobre isso que eu quero falar…

-Tu sabes quem os roubou? Por favor diz-me.

-Bom…fui eu e o meu irmão, que roubamos os teus cavalos. Desculpa. Nós estamos muito arrependidos. Mas precisamos da tua ajuda. Um dos cavalos feriu-se ao saltar uma cerca.

-Mas…onde é que vocês estão? Eu vou aí ter convosco.

-Estamos perto da pista…olha...à beira da praia.

-Ok. Vou já para aí. Estou a caminho. Mas vão tapando a ferida com alguma coisa…sei lá…com uma camisola…Eu vou já para aí.

Margarida desligou o telefone.

-Então?! O que é que ele disse? -perguntou Robert, não muito interessado.

-Ele vem a caminho. Disse que tapássemos a ferida com alguma coisa. Tira o casaco.

Robert tirou o casaco.

-Pronto, agora só temos que esperar que ele chegue.

Os dois irmãos avistam Steven e Margarida vai ter com ele.

-Desculpa…agimos sem pensar…-pediu Margarida

-Onde é que ele está?

-Anda, eu levo-te até lá.

Steven vê o seu cavalo e começa a correr, quando lá chega ajoelha-se. Depois de algum tempo, Steven levanta-se, com uma lágrima no olho e lamenta:

-Infelizmente perdeu muito sangue. Não resistiu.

Aí, começa a chorar.

Robert, vendo que o seu amigo não está bem, corre para junto dele e abraça-o, sem preconceitos.

-Desculpa. -disse Robert, emocionado. - A culpa é toda minha, não fui capaz de encarar o que me fizeste e tentei atingir-te, roubando os cavalos que mais gostas. E agora, olha o que eu fiz, matei um deles. Eu sou um estúpido. Não mereço que me perdoes. - Robert parou por uns instantes e depois continuou – Não dizes nada?

-Que queres que eu diga? Estou sem palavras!!! Como havia de ficar chateado contigo? Tu és o meu melhor amigo, sempre foste. Tenho que aprender a perdoar. Não é?

-Pois…tens razão. Eu é que não fui capaz de o fazer.

-Não penses mais nisso. Já passou. Eu no teu lugar também tinha ficado chateado. Pronto, o que está feito, está feito, vamos mudar de assunto.

-Olha, só mais uma perguntinha, onde está a Stephanie?

-Pois…fugiu com um amigo meu.

-Agora percebo o tipo de pessoa que ela é. Só de pensar que ela ia estragando uma amizade tão longa.

-O que interessa é que já ultrapassamos isso.

-É pena que um cavalo, que não tinha culpa nenhuma tenha morrido por causa dela. - Lamentou o Robert. Uma lágrima saiu de um dos olhos dele e caiu na ferida do cavalo. Sem ninguém perceber, o cavalo levanta a cabeça, pisca o olho e volta a deitá-la. Ele sabia que um amigo de verdade perdoa sempre. A amizade deles salvou-o.

A amizade é o sentimento mais importante na nossa vida. Amores vão e voltam, mas os amigos nunca nos abandonam.


Arquitectura

 

Um arquitecto é o profissional responsável pelo projecto, supervisão e execução de obras de arquitectura. Embora esta seja a sua principal actividade, o campo de actuação de um arquitecto envolve todas as áreas correlatas ao controle e desenho do espaço habitado, como o urbanismo, o paisagismo, e diversas formas de design.

Na maior parte dos países do mundo a legislação exige que para que alguém possa ser considerado arquitecto, este deve possuir um diploma de nível superior.

A palavra arquitecto vem do grego arkhitektôn que significa “o construtor principal” (arqui = principal/tectónica = construção) ou “mestre-de-obras”. A compreensão desta etimologia, porém, pode ser expandida na medida em que a palavra arché deixa de ser entendida como “principal” e passa a ser analisada como “principio”. Desta forma, o arquitecto seria o construtor primordial e fundamental, seu próprio arquétipo: ou seja, o arquitecto é o construtor ideal. Até ao renascimento, não havia distinção entre a actividade de projecto e a execução do mesmo, estando todas as actividades subordinadas à mesma figura: o mestre construtor. A partir deste momento, o arquitecto surge como figura solitária, separando-se o intelectual do operário, de forma que a palavra passa a assumir os sentidos que possui actualmente.

A profissão que eu quero seguir, arquitectura, pertence ao sector terciário.


13
Mar 08

Quando menos esperamos as pessoas que mais amamos, acabam por nos desiludir, acabam por mostrar que afinal a amizade que sentiam por nós não era nada de especial, nada pela qual elas lutassem para que nunca acabasse. Mais tarde quando olham para trás, vem que afinal aquela amizade era tudo que elas tinham na vida, tudo que as fazia sorrir, tudo que as consolava… era simplesmente a amizade de duas pessoas que se uniram e foram separadas por uma parvoíce… Mas afinal que amizade era esta? Será que era especial de mais? Será que as duas pessoas não podem ter vida, para além dessa amizade? A resposta é sim. Todos temos o direito de nos divertirmos com outras pessoas para além dos nossos melhores amigos. Mas será que podemos abandonar uma pessoa que sempre nos apoiou, que sempre teve ao nosso lado, que nos consolou nas horas menos boas, que nos apoiou, perante o gozo de outras pessoas? … Mais tarde, o que acontece? Essa pessoa abandona-nos, e “troca-nos” por aquelas pessoas que tanto a desiludiu. Então nós pensamos, será que valeu mesmo a pena o esforço para o fazer sorrir, quando ele, á primeira oportunidade, nos abandona? Valeu a pena, sim. Porque mais tarde ele vai lembrar-se: “Abandonei a minha melhor amiga, fui egoísta, esqueci-me que há vida para além dos meus novos colegas, esqueci-me daqueles que estiveram sempre lá, para me apoiar, e agora que eu queria estar com ela já não é possível, ela já arranjou outro melhor amigo, quem está sozinho agora sou eu…porque abandonei a minha melhor amiga, por causa de colegas, que por acaso agora não me dizem nada…estou arrependido” Aí tu vais perceber o quanto ele se arrependeu, o quanto ele lamenta ter-te abandonado, o quanto ele te ama… Ele vai perceber que tu nunca te esqueceste dele, das aventuras dele, das maluquices, e vai dizer: “Afinal ela sempre foi minha amiga”

Quando uma amizade é verdadeira, de ambas as partes, nunca acaba, por isso não te preocupes a nossa amizade nunca acabará. Acredito que isto seja apenas uma fase má.


Dos teus olhos, quero 1 olhar,

Dos teus lábios, 1 sorriso,

Dos teus braços, 1 abraço,

Das tuas mãos, 1 carinho,

Do teu coração, 1 lugar para mim,

De ti, 1 amor sincero,

Da tua boca, apenas 1 palavra: Amo-te, mas tu não me amas por isso fico-me pelos quereres.


Amor esquecido, mas guardado no meu coração,

Amor sincero, mas muito rebelde,

Amor escondido, mas que dá muito nas vistas,

Amor poderoso, mas que também tem os seus momentos de fraqueza,

Amor não correspondido, mas que não morre,

Afinal, que amor é este?

Um amor alimentado por olhares, breves olhares, mas que no entanto conseguem durar, nunca morrendo, ficando sempre no meu coração, para nos dias em que não houver nenhum olhar para recordar, lembrar-me daquele…

Que amor é este que tenho que alimentar com olhares?

Sempre me ensinaram a seguir o coração, será por isso que ainda não consegui esquecer-te? Porque toma ele tantas decisões que me magoam, e me fazem chorar? Será por viver no escuro de um amor não correspondido?



11
Mar 08
Autor: Agatha Christie Editora: ASA Título da obra: “A morte de Lorde Edgware" Este livro conta-nos a história de uma assassinato a uma das personagens principais, Lorde Edgware. Á medida que a história se vai desenvolvendo, são encontrados possíveis suspeitos, tais como: a sua mulher, a sua filha, o seu sobrinho, a sua empregada, e muitas mais personagens. Como Jane Wilkinson, mulher de Lorde Edgware, consegue arranjar muitos álibis, que provam que ela esteve á hora do crime num jantar muito importante, é desde logo posta de lado, a ideia de ter sido ela a matar o marido. Mais tarde, Poirot, o investigador do caso, junta todas as peças do puzzle, descobrindo que a pessoa que ele sempre defendeu, Jane Wilkinson, foi aquela que matou Lorde Edgware. No final Jane Wilkinson, escreve uma carta, onde pede desculpa a Poirot por tê-lo enganado, pois este sempre tinha acreditado na sua inocência, dizendo também, que mesmo estando agora numa prisão não guarda qualquer tipo de ressentimento, pois sabe que devemos sempre desculpar os nossos inimigos. No final acaba por pedir a Poirot que ponha a carta num museu.

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